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RISCO DE SECA NA AGRICULTURA FAMILIAR: Março/2021.

A Figura I mostra o risco de seca para o plantio realizado no mês de março/20, o qual indica um total de 20 municípios com risco alto. Estes municípios estão distribuídos nos estados da Bahia (14), Maranhão, Paraíba (2) e Piauí (2). Os mesmos estados também apresentaram 385 municípios com risco moderado, já no primeiro mês de plantio o que indica um estado de atenção. Por outro lado, as demais regiões apresentaram risco majoritariamente entre baixo e muito baixo, com exceção de Minas gerais que apresentou 106 municípios com risco moderado. A Figura II mostra o risco de seca considerando o plantio realizado em fevereiro, o qual aponta que fevereiro tem sido o mês mais crítico do ciclo. No geral, a Região Nordeste se destaca pelo maior número de municípios com o risco moderado (406), distribuídos entre os estados da Bahia (150), Piauí (68), Pernambuco (55), Paraíba (54), Rio Grande do Norte (41) e Ceará (38). Por fim, a Figura III apresenta os estados e municípios onde o calendário de plantio teve o início no mês de janeiro e, portanto, encerraram o ciclo em março. Esse ciclo finalizou sem nenhum município apresentando risco muito alto e apenas 3 municípios inseridos na região Nordeste com risco alto. Contudo ressalta-se que o índice é específico pra cultura de feijão (ciclo de 90 dias) e o risco é calculado por meio de variáveis ambientais e socioeconômicas. No total foram 408 municípios classificados com risco moderado, ou seja, com maiores chances de um possível impacto na agricultura familiar, sendo 380 deles na região Nordeste (78 Ceará, 41 Maranhão, 99 Paraíba, 63 Pernambuco, 25 Piauí e 74 Rio Grande do Norte). Ressalta-se que as regiões da Figura I e II, com safra vigente, finalizarão o ciclo do feijão no mês de abril e maio, respectivamente; e os municípios categorizados com risco moderado e alto são aqueles com maiores chances de um possível impacto na agricultura familiar.

  • Plantio: Mar./21 
  • Plantio: Fev./21 
  • Plantio: Jan./21 


 


 

 

O mapa de risco de seca para a agricultura familiar é elaborado mensalmente a partir das variáveis físicas de ameaça de seca, tais como o déficit de precipitação, umidade do solo e índice de vigor vegetativo, combinadas com informações sobre as vulnerabilidade e capacidades locais da agricultura familiar. Como informações sobre as vulnerabilidades e capacidades adaptativas são usadas, por exemplo, percentual dos estabelecimentos de agricultura familiar de sequeiro; dependência econômica das atividades agroprodutivas; com o destaque que todas as variáveis são filtradas exclusivamente para a agricultura familiar. Além disso, é utilizado o calendário agrícola disponibilizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) para o feijão 1ª, 2ª e 3ª safra. As intensidades do risco indicam os municípios que poderão ser mais ou menos impactados pela seca agrícola.
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REGISTRO DE IMPACTOS: Gostaria de contribuir registrando ocorrência de eventos de secas no seu município?  Sua informação é bem-vinda,  mesmo  ocorrências  de pequenos impactos são de extrema importância. Você pode enviar suas informações pelo link: REGISTRO DE IMPACTOS DE SECAS .

Para mais informações fale conosco: secas@cemaden.gov.br

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